Gabinetes: Como evitar o superaquecimento

 

Tradicionalmente, pouca ou nenhuma atenção é dada na escolha do gabinete que será usado pelo micro. Só que, com os processadores esquentando cada vez mais, a correta escolha do gabinete é fundamental para que o micro não apresente problemas de superaquecimento.

Atualmente não é só o processador do micro que esquenta muito: o chipset da placa-mãe e o processador de vídeo da placa de vídeo também são responsáveis pelo aquecimento do ar que fica no interior do gabinete.

Se o seu micro está enfrentando problemas de superaquecimento, com certeza você será capaz de resolver o problema com este tutorial. O sintoma típico do micro com superaquecimento é ele estar travando (congelando) muito e dando erros de Falha Geral de Proteção ("Este programa executou uma operação ilegal e será fechado") e a famosa "tela azul da morte". Se você tirar a tampa do gabinete e, com o micro aberto, o micro parar de apresentar problemas, então significa que ele está com problema de superaquecimento. Note que esses sintomas também aparecem em outras situações de manutenção, ou seja, eles não necessariamente indicam que o micro está superaquecido.

O gabinete vem com a fonte de alimentação do micro junta. Pouca gente sabe, mas a fonte de alimentação tem um papel fundamental na ventilação interna do micro. Para entender isso, você deverá entender como funciona a circulação de ar dentro de um gabinete. Você já deve ter reparado que toda fonte de alimentação tem uma ventoinha. Essa ventoinha deve estar sempre funcionando no sentido de exaustão, isto é, soprando para fora do gabinete, jogando o ar quente de dentro do gabinete para o lado de fora.

Observe a Figura 1 para entender isso melhor. Como o ar quente tem a tendência natural de subir, o ar quente gerado pelo micro automaticamente sobe para a parte de cima do gabinete. A ventoinha da fonte, então, puxa esse ar quente de dentro do gabinete para fora, fazendo assim a correta ventilação do micro. O ar frio automaticamente entra pela parte da frente do gabinete, através de uma ranhura apropriada existente abaixo da baia destinada ao disco rígido.


 
Figura 1: Circulação de ar em um gabinete do tipo torre.

A fonte de alimentação deverá ter ranhuras em suas laterais de forma que o ar quente consiga sair do gabinete e o micro não fique superaquecido. O local exato dessas ranhuras dependerá do tamanho do gabinete, já que, dependendo do tamanho do gabinete e do tamanho da fonte de alimentação, a fonte poderá ficar acima, ao lado ou em frente ao processador do micro. Com um pouco de bom senso é fácil perceber onde essas ranhuras deverão existir. Vendo o micro da Figura 1 um pouco mais de perto (ver Figura 2), chegamos à conclusão que a sua fonte de alimentação está corretamente dimensionada para o gabinete. Repare que as ranhuras existentes na fonte de alimentação estão no caminho correto para a exaustão do ar quente gerado pelo processador e pelos demais componentes internos do micro, isto é, a posição da fonte de alimentação não atrapalha a exaustão do ar quente vindo do processador e as ranhura existentes estão praticamente em frente ao processador para que o ar consiga sair corretamente para fora do micro.


 
Figura 2: Detalhe do espaço entre o processador e a fonte de alimentação.

 

Escolhendo um Gabinete

A escolha de um gabinete não é só uma questão estética. Ele tem de ser capaz de dissipar corretamente o ar quente gerado no interior do micro. Mas como saber se um gabinete é apropriado para um determinado micro?

Observe as Figuras 3 e 4. Nela, mostramos o caso real de um micro que estava enfrentando problemas de superaquecimento. Ou seja, com o micro fechado, travamentos ocorriam. Quando tiramos a tampa, o micro parou de travar. Observando atentamente o local onde o processador está instalado e o tamanho da fonte de alimentação, fica claro o motivo do superaquecimento: primeiro, quase não há espaço entre a fonte de alimentação e a ventoinha do processador, impedindo que o ar quente do processador seja corretamente dissipado; segundo, a área da fonte de alimentação que fica em cima do processador não possui qualquer ranhura para dissipar o ar que vem do processador; terceiro, a parte de baixo da fonte não apresenta qualquer ranhura para dissipar o calor gerado pelos demais componentes internos do micro (placa de vídeo, chipset da placa-mãe, disco rígido, etc). Apesar de a fonte ter ranhuras em sua lateral, em frente às baias de 5 1/4" do gabinete, fica claro que essas ranhuras estão sendo insuficientes para eliminar o ar quente gerado no interior do micro.


Figura 3: O cooler do processador está "colado" na fonte (visão de cima).

 

Melhorando a Refrigeração

Se você acha que o seu micro está esquentando muito em seu interior e aparentemente está tudo o.k. com a posição do processador e, principalmente, da sua ventoinha, como vimos nas colunas anteriores, você pode melhorar a ventilação interna do micro de algumas formas.

A solução mais barata é fazendo furos na chapa metálica da parte de baixo da fonte de alimentação, isto é, a parte que fica virada para baixo quando o micro está em pé. Você também pode fazer furos na chapa que fica em frente às baias de 5 1/4" do gabinete. Esses furos só devem ser feitos caso não existam ranhuras para que o ar quente saia. Para fazê-los, você deve desligar o micro da tomada, remover a fonte do gabinete e abri-la, fazendo os furos na chapa com a mesma separada dos circuitos da fonte, pois caso contrário pedaços de metal poderão cair no circuito, provocando um curto-circuito quando você ligar o micro. Com esses furos, o ar quente sairá com mais facilidade do interior do gabinete, através do seu caminho natural, que é a fonte de alimentação.

Você pode ainda instalar ventoinhas auxiliares no interior do gabinete. Essas ventoinhas são encontradas com facilidade em lojas de informática, mas você também pode economizar e usar uma ventoinha que foi tirada de uma outra fonte de alimentação (de uma sucata, por exemplo). Se você for tirar uma ventoinha de sucata, tome cuidado. Fontes antigas usadas em gabinetes do tipo desktop (da época do XT e dos 286s) utilizam ventoinhas de 110/220V, que não servem. Você deverá usar ventoinhas de 12 V, que são as usadas na maioria das fontes encontradas em gabinetes do tipo mini-torre.

A instalação da ventoinha auxiliar pode ser feita em dois locais do gabinete. O local mais comum é abaixo das baias destinadas aos discos rígidos (ver foto), onde é a entrada de ar frio do micro. Ao aparafusar a ventoinha neste local, tome muito cuidado, pois ela deverá ser instalada no sentido de ventilação, ou seja, jogando o ar frio de fora do micro para dentro dele. Toda ventoinha tem em um de seus lados uma seta indicativa do fluxo de ar. Essa seta deverá estar, portanto, apontando para dentro do micro.

 

Figura 5: Local para instalação de ventoinha auxiliar.

 

O segundo local nem todos os gabinetes têm: é no espaço entre a fonte de alimentação e as placas periféricas. Nesse caso, a ventoinha deverá ser instalada no sentido de exaustão, ou seja, jogando o ar quente de dentro do micro para fora. A seta da ventoinha deverá estar apontando, portanto, para fora do micro.

 

Figura 6: segundo local para instalação de ventoinha auxiliar (nem todos os gabinetes têm).

 

É muito importante que você observe o sentido correto do fluxo de ar das ventoinhas, pois caso você inverta o fluxo, é bem provável que o micro passe a esquentar mais, o que, definitivamente, não é o efeito desejado. A regra é simples: ventoinhas na parte traseira do micro devem estar no sentido de exaustão (dentro para fora) enquanto que ventoinhas na parte frontal do micro devem estar no sentido de ventilação (fora para dentro).

As ventoinhas mais novas, vendidas em lojas, possuem três fios e um plugue para ser ligado à placa-mãe, em um conector chamado "Chassis Fan", "Aux Fan" ou similar. Já as ventoinhas mais antigas têm dois fios e devem ser ligadas diretamente à fonte de alimentação, através de um dos plugues destinados a unidades de 5 1/4". Se você retirou a ventoinha de uma sucata, note que o fio preto da ventoinha deve ser ligado ao fio preto da fonte, mas o seu fio vermelho deverá ser ligado ao fio amarelo da fonte, que é a sua saída de 12 V, e não ao seu fio vermelho, como é de se supor (que é a saída de 5 V). O fio a mais que as ventoinhas mais novas possuem serve para medir a sua velocidade de rotação e, com isso, a placa-mãe sabe se a ventoinha está funcionando corretamente ou não.

Se você, ao ler nossa coluna passada, teve vontade de instalar uma ventoinha auxiliar em seu gabinete mas não encontrou nenhum lugar para a sua instalação, não tem problema. Se o aquecimento no interior do seu gabinete estiver realmente alto, você pode simplesmente adaptar um local qualquer para a instalação dessa ventoinha.

Mas onde exatamente podemos instalar uma ventoinha auxiliar? Isso vai depender muito de que área do interior do gabinete está se superaquecendo. De acordo com a nossa experiência, temos visto que a parte de cima do gabinete tende a se aquecer mais por vários motivos. Primeiro e óbvio é que o ar quente sobe. Segundo, nessa área tem, em gabinetes ATX, o processador e a sua ventoinha. E, terceiro, nessa área temos também as baias de 5 1/4" e quem tem gravador de CD ou DVD vai encontrar um baita aquecimento dessa área, já que gravadores esquentam muito quando em operação.

Alguns gabinetes vêm com furos de ventilação em sua lateral. Esses furos formam um local perfeito para a instalação de uma ventoinha auxiliar, especialmente na parte de cima, onde o micro esquenta mais. Como não existem furos suficientes nem furos para a fixação da ventoinha, você deverá furá-los com uma furadeira (obviamente com a chapa do gabinete fora do micro). Nesse caso, a ventoinha deve ser instalada no sentido de exaustão. Você deve tomar cuidado para que a ventoinha seja instalada em um local onde haja espaço, pois ela irá ficar "pendurada" dento do gabinete e não poderá "bater" em nenhum componente interno. Isto é, ela deve ficar entre a fonte de alimentação e as baias de 5 1/4".

 


 
Figura 7: Os furos de ventilação lateral formam um excelente local para a instalação de uma ventoinha auxiliar.

 

Outro local que pode ser usado para a instalação de uma ventoinha auxiliar é a própria baia de 5 1/4". Como gabinetes do tipo mini-torre têm 3 baias e normalmente nós usamos somente uma, podemos facilmente fazer uma adaptação e instalar uma ventoinha nesse local, puxando o ar quente para fora do micro. Essa adaptação envolve recortar e furas as tampas de plástico das baias de 5 1/4". Alguns fabricantes, inclusive, já vendem ventoinhas prontinhas para serem encaixadas nessas baias, como é o caso da ventoinha CC-290 da CyberCooler.

Ou seja, você pode instalar uma ventoinha auxiliar onde achar que o micro está esquentando demais, fazendo as adaptações necessárias em seu gabinete. Apenas um adendo ao que temos falado sobre o sentido do ar: as ventoinhas auxiliares instaladas na parte de cima do gabinete devem ser instaladas no sentido de exaustão, enquanto que ventoinhas auxiliares instaladas na parte de baixo do gabinete devem estar no sentido de ventilação. Isso fará com que dentro do gabinete o fluxo de ar siga o seu correto caminho.

Outro detalhe que não comentamos é que existem ventoinhas de tamanhos menores e alguns gabinetes têm espaço para a instalação desse tipo de ventoinha, como você pode ver na foto, onde o gabinete possui o espaço para a instalação de uma ventoinha auxiliar de 50 mm (o tamanho padrão para ventoinhas auxiliares que temos falado até agora é de 75 mm). Muitas vezes esses locais passam despercebidos, pelo seu tamanho reduzido. Como o espaço está localizado na parte traseira do gabinete, a ventoinha deve ser instalada no sentido de exaustão, puxando o ar quente de dentro do gabinete para fora.

 


 
Figura 8: Local para a instalação de uma ventoinha auxiliar de 50 mm.

 

 

Superaquecimento

 

Problemas com a ventoinha do processador

Todos os processadores modernos necessitam de uma ventoinha (um pequeno ventilador) para dissipar o calor que é produzido durante o seu funcionamento. O problema é que muitos micros são montados com ventoinhas subdimensionadas, isto é, que não conseguem refrigerar o processador corretamente. Com isso, ele se aquece demais e acaba "travando".

As maiores vítimas desse problema são os processadores montados em soquete, como o Pentium clássico, Pentium MMX, K6, K6-2, K6-III e Celeron PPGA, pois as ventoinhas antigas não conseguem resfriar corretamente processadores mais novos, apesar de elas se encaixarem perfeitamente sobre o processador. Em outras palavras, uma ventoinha criada na época do primeiro Pentium não serve para um moderno K6-III: mesmo encaixando nele, a ventoinha não conseguirá dissipar o calor emanado e acabará fazendo com que o micro trave por superaquecimento.

 

 

Figura 1: Três tipos de ventoinhas. As duas da esquerda são as melhores e a da direita, a pior.

 

 

Quanto maior o tamanho do dissipador de calor que vem acoplado à ventoinha, melhor. As melhores ventoinhas para esses processadores são as que tem uma presilha em forma de clipe metálico, que as prende firmemente ao soquete do processador através de dois ganchos, como você pode ver nas duas ventoinhas da esquerda da Figura 1.

Processadores como o Pentium II, o Pentium III e o Athlon não costumam apresentar muito esse problema, já que são montados em um cartucho, o que cria uma grande área de dissipação térmica. Além disso, muitos modelos desses processadores (chamados "in-a-box") já vêm de fábrica com uma ventoinha integrada, presa ao corpo do processador, como você pode ver na Figura 2.

 

 

Figura 2: No processador Pentium II in-a-box a ventoinha já vem integrada ao corpo do processador.

 

 

Uma solução usada por muitos técnicos é o uso da pasta térmica. Essa pasta, que é facilmente encontrada em casas de material eletrônico, é aplicada entre o processador e o dissipador para melhorar a transferência térmica, evitando o problema do superaquecimento - se você usar uma boa ventoinha, é claro. Na hora de aplicar a pasta térmica, use uma espátula, pois essa pasta é bastante viscosa.

Uma dica importante é manter sempre a ventoinha limpa. Muitas vezes, ao abrir o gabinete, você verá que a ventoinha está repleta de poeira grudada, impossibilitando o seu perfeito funcionamento. Nesse caso, retire a ventoinha do micro e limpe-a com o auxílio de um pincel e/ou uma escova de dentes velha.

 

Problemas com a ventoinha da fonte

A ventoinha existente dentro da fonte de alimentação do micro (aquela que você vê na parte de trás de seu PC) serve para ventilar a parte interna do micro e não só a fonte de alimentação, ao contrário do que muitos pensam. Como o ar quente sobe, a ventoinha "puxa" esse ar quente para fora do gabinete. Como conseqüência, ar frio entra através das ranhuras existentes na parte da frente do gabinete. É por esse motivo que a ventoinha do gabinete sopra o ar para fora do gabinete, e não o contrário. Você confere:

 

Figura 3: Correta circulação de ar em um gabinete.

 

Infelizmente, algumas fontes de alimentação são montadas de forma errada, com a ventoinha invertida, jogando ar frio para dentro do gabinete. Quando isso acontece, há retenção de calor e o micro superaquece, pois o ar quente existente dentro dele não consegue sair (veja o esquema da Figura 4). Se o seu micro possui a ventoinha invertida, você deve corrigir o problema, abrindo a fonte e invertendo a posição dela. Se o micro ainda estiver na garantia, peça ao vendedor para fazer essa correção para você, pois caso contrário você perderá a garantia do micro.

 

Figura 4: Circulação de ar em um gabinete com a ventoinha invertida.

 

Micros mal montados

Alguns técnicos montam micros de forma errada, colocando uma espuma antiestática entre a placa-mãe e o chassi metálico do gabinete (essa espuma é normalmente cor de rosa, ver Figura 7). Ela impede que o ar circule na parte inferior da placa-mãe, e o micro acaba travando por superaquecimento. Se o seu micro tem essa espuma embaixo da placa-mãe, remova imediatamente.

 

Figura 7: Espuma antiestática não deve ser instalada embaixo da placa-mãe!

 

Outro fator que colabora para o superaquecimento é o excesso de fios e cabos espalhados dentro do gabinete. Muitas vezes, os fios que ficam soltos acabam prendendo a ventoinha, fazendo com que o micro trave. Por isso, organize os fios que passam no interior do gabinete e prenda-os com presilhas ao gabinete (você pode usar aqueles arames coloridos que vêm nos sacos de pão de forma), para que não fiquem soltos. Uma dica para quem tem gabinetes AT é passar o cabo que liga a fonte de alimentação à chave liga-desliga do painel frontal pelo lado superior direito do gabinete, como mostra a Figura 8, em vez de deixá-lo completamente solto.

 

Figura 8: Forma correta de se passar o cabo da chave liga-desliga em gabinetes AT.

 

Abaixo de zero

As dicas acima devem ser suficientes para evitar o superaquecimento, mas existem micreiros que não se contentam com o básico. Nos Estados Unidos, apesar do clima mais ameno, é possível encontrar produtos de resfriamento inimagináveis, usados principalmente para os adeptos do overclock (utilização do processador a velocidades acima da recomendada), que tende a aumentar consideravelmente a temperatura do micro.

As soluções vão desde enormes dissipadores de calor equipados com duas ou três ventoinhas (ver Figuras 9 e 10) até sistemas de refrigeração a água. Nesses últimos, uma bomba localizada fora do gabinete faz o líquido circular por pequenas mangueiras que conduzem o calor do processador para um dissipador externo, como acontece no radiador dos automóveis.

 

Figura 9: Dissipador com duas ventoinhas, para Pentium II, Pentium III e Athlon.

 

Figura 10: Outro dissipador "turbinado", com quatro ventoinhas.

 

Como o processador não é o único componente “esquentadinho” do PC, é possível encontrar também dissipadores de calor para discos rígidos e placas de vídeo. Aliás, algumas placas 3D esquentam tanto que já vêm, de fábrica, com dissipador e, às vezes, até ventoinha. E se o problema for no gabinete como um todo, é só apelar para ventiladores que podem ser instalados nas aberturas traseiras localizadas sobre os slots da placa mãe.

Para quem quiser que a temperatura do processador caia abaixo da temperatura ambiente, a saída está na termoelétrica, através dos chamados elementos peltier. Compostos de duas placas de cerâmica que transferem calor de uma para a outra quando recebem corrente elétrica entre si, esses elementos podem reduzir a temperatura em até 60 graus.

O problema é que, além de consumirem muita energia e esquentarem demais o resto do sistema, os peltier podem provocar condensação dentro do micro, o que danificaria os componentes. Para utilizá-los, só se estiverem totalmente isolados do ar externo e se a sua fonte de alimentação puder fornecer uns 60W a mais.